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Mostrando postagens de dezembro, 2019
Noite fria, áspera e rígida, acorrenta-me como servo e abandona-me como puta. Em teu seio eu já não descanso e em teus braços eu já não me encontro, com o suor que escorre de meu corpo, acalento-me em meu cobertor, na esperança de que nas cobertas posso estar seguro. No armários, os monstros já não me assustam, e debaixo da minha cama eles não habitam, não tenho medo de sair da cama, mas tenho medo de voltar para ela. Sem sua silhueta aconchegante, não sinto desejo de um descanso, e sem descanso eu sigo em minha medíocre existência, carregando comigo, o peso, que levo em minhas consciências. Eu não sou teu. Tu não és minha. Mas esta noite, tenha em mim, todos os seus sonhos.