Na estrada, ele caminhava sozinho, suas costas flácidas, escoradas em um poste qualquer, sua garrafa vazia, debruçada no caminho, seus cadarços, desatados e seu cabelo bagunçado. Mas ele se mantinha inerte. E naquele luar, ele a jurou, por todas as pessoas, ele jurou, por tudo que podia acumular em seu peito, por tudo que não cabia em seu coração, e por tudo que podia gritar sem mover seus lábios, o seu distúrbio tinha nome. Seu distúrbio tinha um nome, sua dor tinha dois, sua agonia tinha três, mas seu próprio nome, era uma incógnita. Ele conhecia a face de Deus, e ele a odiava mais que a sua própria, ele a amaldiçoava como a si próprio, ele era um turbilhão, um furacão, uma tempestade destrutiva e ao mesmo tempo... ele era um silêncio, disputado com a escuridão da madrugada.
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Mostrando postagens de julho, 2018
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Nos meus sonhos caminhamos a sós Deslizamos entre as estradas de terra Olhamos as estrelas com olhos fechados, em um segurar de mãos, a luz não pode cruzar nossos olhos, nosso momento mori. E em tudo que posso exigir. E em tudo que posso te dar. E em tudo que posso queimar por você, em tudo que podemos fazer por nós dois, nós só podemos gritar o mais alto possível, e nunca seremos ouvidos. Estamos solitários, observando o luar. Por dias, meses, anos. Nosso amor nos absorve como esponjas, já não podemos nos desgarrar, seus olhos, meus olhos, trovões rasgam os céus, e todos os anjos, rufam seus tambores em nossa homenagem. E sobre todas as pessoas. E sobre tudo que pensamos. E sobre o silêncio que pecamos, nada mais nos importa. Nossos gritos de euforia são maiores do que nossas lágrimas de dor... E no silêncio... nós permanecemos...
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Sinto-me sozinho, sinto-me em meu íntimo, sinto-me insuficiente para o meu eu, é mais do que apenas um sentimento, é mais do que apenas uma escolha, a solidão é rodeada de pessoas e as vezes trás consigo um oceano de consequências, adorar-te é minha sina, mas isso já não mais me fascina, sinto falta do aconchego, sinto falta do apelo, das mãos entrelaçadas e do coração acelerado, sinto falta das vozes que me acompanhavam e da sensação interminável de querer, talvez eu me perca mais em mim do que posso imaginar. Me dizem que solidão é passageira, que ela carrega consigo nossos problemas, que nos deixa impotente mas que em seguida nos fortalece, a minha não é mais passageira, ela é hospedeira, ela vive dentro de mim, mais do que isso, eu vivo dentro dela, eu a desprezo, eu a amo, eu só quero que ela se vá, mas se ela se for, o que ficará? Eu não tenho nada, eu não posso ter nada, eu jamais terei nada, somos tão infinitos e eu sou tão menos vívido.