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Mostrando postagens de fevereiro, 2016
Enfim, o aconchego da solidão, o abraço apertado do silêncio, a companhia indispensável da minha mente, nada mais estupidamente belo.
Somos como o sol e a lua, você, escondida no céu banhada pelo véu das estrelas, enquanto eu, apago a presença de tudo ao meu redor.
Eles me dizem que nunca é como planejado e, eu estou contando com isso. Não é tão simples quanto na pronuncia mas, amor, está sempre em mim.
Disfarço esse vazio com sorrisos, mas essa noite é impossível, você me diz sempre o que pensa sobre mim, sempre pensa coisas boas, você não critica meus erros e ainda os afaga, eu sei, eu sou louco, mas posso fazer tudo de um jeito diferente, mas não essa noite, essa noite me sinto mais sozinho do que normalmente, mas eu sei, eu sou um louco, porque esqueci o que te faz bem e só me preocupei no que te fazia mal, você aceitava minhas quedas e estava lá para me levantar com um sorriso, você me assustava, de verdade, era tão mais forte do que eu, mesmo assim você disse, eu sou louco por não saber onde ir, mas sempre que estou com você, eu sei que é meu único lugar. Você, você é louca, por não ter me largado quando teve as chances, agora não pode mais fugir sozinha, sua mão virou o encaixe da minha, seus passos rimam com os meus, seu coração em minha mão e vice-versa, você é louca, por que sempre que te vejo eu começo a sorrir, mas quando você me diz que não pode desistir, eu sei que você ...
É triste do lado de cá, quando você está do lado de lá, a amargura a me abraçar, você longe para consolar. Meu peito pode arruinar, mas não entendo como pode amenizar.
Estou em um caminho sem volta, uma mala com todas as minhas lembranças nas costas, eu caminho lentamente sem desviar o olhar da estrada, sei que não posso dar para trás, não tenho quem segure minha mão e estou ocupado o bastante para me preocupar com isso.
Sou um herói de uma cidade em ruínas, protegendo fósseis e fantasmas, luto contra a realidade e a mantenho afastada, eu sempre grito para que ela fique longe, assim eu mantenho meu pacto secreto com a depressão, vou voando em algo sem perdão, o herói da cidade imaginária.
Nunca gostei de coisas coloridas, sempre preferi o bom e velho, preto e branco, o tom cinza em tudo parecia magicamente, remover tudo o que alguém pôde colocar ali, o deixando vazio, o deixando apenas como uma essência, um pedaço de algo e não de alguém, algo que possa completar qualquer um desde que a semelhança esteja entre ambos. Também nunca gostei de socialização, estar envolto de pessoas e ter que ouvi-las e ao mesmo tempo me comunicar enquanto em minha mente apenas um desespero constante gritando que devo sair dali a qualquer minuto, como uma furadeira batendo em meu crânio berrando coisas sem sentido para que alguém possa se afastar de mim e enfim me deixar sozinho para que eu possa me queixar a mim mesmo o quão é difícil estar sozinho e o quanto eu desprezo estar acompanhado. Eu nunca gostei de sentimentos, sabe, daqueles que nos fazem perder o fôlego mesmo sem estar afogando, aqueles que aceleram nossos corações e ficamos sem ar mas que desejamos que nunca passe, eu fugi, eu ...
Nunca estarei bem, não me sinto mais vivo, a solidão meu bem, já virou meu vício, um grande indício disso, é a forma que te encaro, meu tom e meu falar amargo, meu andar desamparado, me sinto cada vez mais solitário, sem amigo ou abraço de amparo, é como um anjo caído e em pedaços, me sinto cada vez mais desconfortável, agarro meus joelhos abaixando minha cabeça, vergonhoso e decadente, é como eu chamo, partes de um todo, um todo danificado, um todo desregulado e um todo largado, um todo que não completará nenhum pedaço de alguém, fui completando cada pedaço com sentimentos bons e temporários, embora nunca fui de alimenta-los, foram-se passando dias, meses, anos, eles foram morrendo de acordo com esse plano, os cobri com um pano e jurei que estariam ali quando eu acordasse, eles sempre estão, os guardo no meu peito e ando por ai, aperto firme e torço para não cair, não quero que alguém veja isso ou que simplesmente ache que entende, não digo que é a pior de todas, mas que cada um tem a...
Desespero, desapego, maldito enredo, maldito enredo.
Essa é a minha última carta, leia até o final. Por onde começar? É difícil criar um começo quando começamos pelo meio, traçamos caminhos para ambos trilharmos, mas nos jogamos para fora dele quando ficou estreito, abrimos mãos de coisas, que corremos atrás para resgatar, quebramos todas as promessas e tentamos as esquecer, mais fácil para mim, do que para você, esses últimos dias não tem sido fáceis, me sinto cada vez mais só, sinto que estou nadando em um mar com vários corpos flutuando, mas nenhum responde meus apelos, minha mão, acostumou-se com a sua, mesmo sem nunca te-la tocado, meu peito, batia conforme o teu, meu sorriso, era motivado pelo seu, tudo que sou, que fui e que tentei ser, é apenas um reflexo do que você mostrou querer, sou alguém que não é si mesmo, entende? Tentei ser para você o que você precisava, foi o último peso que tentei levar, o plano A, sabe? Aquele plano onde a gente espera um resultado bom? Mas com você, eu falhei no plano, eu me apeguei muito, não era p...
Dia 2 - Meus olhos estão vermelhos e eu não quero mais comer, sinto que me falta algo, você sabe o quê. Três horas de sono tem sido minha rotina desde então, apertos em meu peito e choradeiras súbitas, sinto que não sou mais quem eu era, não converso, não quero mais sorrir, forço sua personalidade em diálogos desvairados com pessoas aleatórias, finjo ser você por instantes para não sentir tanta a sua falta, meu peito dói muito e sinto que vai explodir, coloco a mão sob ele e, sussurro lentamente: "Ei, não faça isso ainda, espere um pouco mais."
Dia 1 - A saudade não é tão forte, sinto um pouco de raiva, sei que em instantes passa, mas a dor é bem descarada, me tortura e me ataca, sempre que fecho os olhos, promessas de que isso passa, ainda consigo sorrir, não como antes e, não mais feliz, consigo forçar uma imagem do que eu deveria ser, evito assuntos que me lembram você e estou me afastando de tudo que me fazia bem, não vejo mais graça em músicas que antes dormia para ouvir, sinto minha cabeça cada vez mais longe do que eu poderia chamar de normalidade, anseio minha rotina de volta mas tudo que você me dá agora, tudo que pareço merecer, são apenas cinzas jogadas em borboletas azuis que por mais que negues, pousaram.
Ele se sentia só, contava que se sentia lançado em um abismo onde não iria atingir o fim, contou de todas as formas que sentia sempre algo tocar em sua mão, era frio, era escuro, seus olhos sempre fechados pela ânsia da queda, sua respiração ofegante e seus dedos trêmulos, faziam jus ao dançar de seu coração, uma música lenta, não como alguma música de amor, dada a descrição de uma música morta, suas palavras, já não possuíam mais vida, seu olhar triste não pudera mais ser disfarçado pelo seu sorriso desbotado, seu rosto triste e sua expressão flácida e apática, típica de alguém que já desistiu de si próprio, conversar com ele não me assustava, a única coisa que me assustava era saber que o encontro em qualquer espelho.
Não durmo há dias, é estranho, cabeça, vou sucumbir, uma bala aloje no meu crânio, quem dera, me faça sorrir, que é forte, a pancada, eu sei, já tombei, motivação é o que falta, não adianta eu já tentei, gritos e mais vozes, tormento de várias noites, conforto em uma dose, por pouco, eu consegui, mais longe de meu caminho, me pego sempre sozinho, vasculho os trilhos, sombrio, me faça sentir mais disso, afasto cada entranha, com drogas que escondo na cama, pesadelos de quem não ama, é a vida tomando as pontas.