Sou fruto de amores mal vividos, relampejo de emoção, contraforte sem razão, pego em solidão, estender-te a mão, um abismo de ilusão, jogado de cabeça, como quem mergulha em esperanças ou se afoga em desejos, apagando a fagulha esperançosa com a gélida realidade, tendo a espinha invadida pelo frio, uma mente um tanto vazio, o perigo não estava nas ruas, estava em mim, em cada pessoa que mantive por perto, cada escolha, cada afeto, dada as chances como giros em moedas, jogadas consecutivamente em uma forma desesperada de mudanças, porém, nada adiantaria se a mesma tivesse apenas uma face.
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Mostrando postagens de abril, 2016
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Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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A chuva atingia as telhas de alumínio, o som era o mesmo em todas as gotas, como facas atingindo o corpo rígido daquele já caído, medo repentino tomaria conta do seu ser, levando-o a um estado total de inércia, dor, era ouvido pelos cantos, ninguém se prestava em ajudar, todos apenas observavam de longe, era o máximo que queriam fazer, ninguém estava disposto a ver alguém padecer da forma mais vulgar possível, caído e lançado aos corvos, que aparentavam serem seus únicos aliados, uma cruzada em sua mente, batalhas e mais batalhas, guerreavam seu coração, seus batimentos diferentes de todos que já se pudera ouvir, tudo era o começo do fim, o fim era o começo do tudo, em sua estadia pela vida, não aprendeu matemática ou física, aprendeu a amar mas não aprendeu a ser amado, experiências de amores fracassados, não seria diferente com mais alguém, não importa quem seja, todas as noites irá dormir sozinho, está fadado a isso, não irá mudar da noite para o dia, não é como a água que vira vinh...