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Mostrando postagens de novembro, 2019
Eu sinto que já não somos os mesmos, por trás de toda essa dor, ainda nos cobrimos pela culpa, eu me tornei um monstro para te proteger, e agora você teme a mim... Quem me protegerá quando você me ferir? Ela se tornou tudo para mim, um sonho melancólico, uma música de mal gosto, eu não sei como agir, quando tudo se torna tão real, e eu não sei o que fazer, eu não sei o que fazer, quando o que me protege me fere. Vamos construir um castelo de areia dentro de nossos corações. Vamos construir... dentro de nossos corações. Eu não posso controlar esse sentimento, um choque, eu estou partido em pedaços e cada fatia de mim queima como no inferno, se minha raça merecer tal tortura, aceitarei de bom grado, e não escolherei nada diferente do que mereço. Puna-me com sua indiferença e maltrate-me com suas palavras, mas não me faça pensar nem por um segundo, que isso é tudo um teatro. Nem todo drama acaba quando as cortinas descem.
Seus segredos encaixam-se em minha pele, seu sussurro toca meus ouvidos, entupa-me com seu delírio, e camufle minha dor, começou a chover ou molhaste-me com tuas lágrimas? Então se não quer que eu vá, porque não me pede para ficar? Meu coração não aguenta mais nem uma dor, mas eu ainda posso tentar. Olhe em meu rosto, eu não posso chorar, eu sinto que te devo isso. Segure minha mão e me leve para longe, onde eu sei que nunca vou precisar saber. Então.. eu ainda necessito da sua voz. Sussurrando em meus ouvidos o quanto eu importo, em minha boca, queimas com teus lábios, eu vejo uma luz, mas não há forma de apaga-la... E agora... tudo foi rasgado em partes e... Segure minha mão e me tire daqui! É difícil de fazer, mas é mais difícil de apenas ver, eu te imploro por perdão, sei que anjos não podem chorar, mas meus olhos estão cheios e meu peito aperta a cada respiração, é involuntário, mas eu pararia se pudesse. Então... quebre meu coração em mil pedaços, especialmente quando eu não for ...
Eu sinto falta de um dia onde eu não precisasse sentir tudo. Mas eu sei que dias como esse nunca mais voltarão, eu tenho o dever, tenho a obrigação, de sentir tudo que habita neste mundo, sinto a dor da formiga ao perder seu lar, sinto a dor do gavião ao perder sua caça, sinto a dor do abandono e a dor da não reciprocidade, o platonismo do qual estou imergindo, o platonismo simbólico, cujo único efeito seja a causalidade de me empurrar contra o precipício. A pior parte disto, é que eu não reluto. Apenas entrego-me, como a dama que deita em sua cama, cedendo-te a ti, seu corpo, mesmo que por uma noite, eu sou essa dama, cedendo minha vida ao terror que ronda minha mente, e mesmo que eu tentasse mudar isso... É como um filme de terror, ilógico, mas, para onde vou, sou capturado pelo assassino, mas é estranho, quando ao olhar em seus olhos, vejo minha própria face, e isso me aterroriza mais do que eu gostaria de aceitar, é como se parte de mim desejasse o fim e a outra apenas já estivesse...