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Mostrando postagens de abril, 2019
Olhando para essa janela imagino meu corpo em contato com o ar gélido, imagino o solo em uma explosão imediata ao esmagar minha fétida imagem, mas tudo que penso em seguida, é em como acabar com a dor. Tudo que fazemos é tentar esconder a dor, tudo que fazemos é esconder nossa dor, não consigo mudar a ordem natural disso.
Me sinto frio novamente. Me sinto sozinho novamente. Me sinto longe novamente. Difícil me aquecer, quando nos seus braços, não estou próximo, onde você me jogou, não posso sair, então não me diga para tentar, eu tento sorrir e isso machuca meu rosto, sinto que isso está me perturbando mais do que te perder, queimo nossas fotos, elas me entorpecem, mas agora não mais, ensine-me o amor, queime-me como elas, como ninguém, sinto que estou sozinho de novo.
Perdendo mais e mais o medo de deixar de existir, vou me apegando a ideia de um paraíso para mim, talvez, não no céu ou no inferno, mas em algum lugar onde eu não precise chorar todos os dias, sinto que estou me carregando para dentro de um furacão e ele está me destruindo, como um buraco negro, devorando minha luz, me vejo em um escuro lastimante e não enxergo mais saída, talvez não mais exista, talvez não deva que eu, persista, mas não quero me perder amanhã, não de novo. Eu pedi, para que nessa madrugada, tudo fosse diferente, e que eu não caísse em um abismo profundo, mas eu só sinto que estou sendo deixado para trás, porque depois disso, eu continuo sozinho. Mesmo quando quebram meu coração? Isso já não assista. Mesmo quando arrancam meus braços? A dor também não está me assustando. Porque no fim de tudo isso, eu continuo sozinho.