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Mostrando postagens de junho, 2014
talvez não vá mais lhe encontrar em sua cadeira, não deitará mais em seu sofá não estará mais em sua casa, jogando seus jogos ou escrevendo seus poemas como de costume talvez não vá hesitar em me ver novamente talvez acorde disso tão rápido quanto eu ou eu ainda estou dormindo mais do que ele tantas perguntas que chego a uma resposta, isso vale mesmo à pena? todos os dias sinto que morro mais e mais pedaços de mim que se vai ao longo do meu dia mas e daí? eu não viverei mais do que as outras pessoas um amaldiçoado vivo, liberdade era o troféu para anos de prisão em sua mente pernas fracas olhos cansados braços flácidos cabeça já não aguentava o peso da consciência viver ou sobreviver? para quem apenas sobrevivia o fim era inevitável porque não adiantá-lo? adiar tanto só iria entediar mais porque não? nada mais importante aconteceria afinal, já havia perdido tudo que considerava importante pessoas, objetos, sentimentos perdeu até seu coração pobre verme, preso a um co...