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Mostrando postagens de abril, 2017
Eu quero te contar, quero abrir meu peito e jogar tudo isso em você, mas não é como eu planejo, eu sinto o meu coração apertar e meu ar faltar, roteirizo sua resposta em minha mente e a aceito abertamente, qual o meu problema? Eu sou tão vazio que nem ao menos posso expor a dor agonizante que entrelaça meu ser, que me joga em uma cama de agulhas, sinto-as rasgar minha carne, sinto o sal escorrer junto com meu suor, sinto-o beijar minhas feridas, mas eu não tenho mais coragem para te dizer isso, me desculpe.
Você pede sinceridade, mas não quer ouvir sobre os fantasmas em minha mente, tenho certeza sobre isso, ninguém deveria ouvir sobre isso. Sou um grande vazio preenchido por pessoas que não existem, meus fantasmas são reais, eles me rodeiam e escuto suas vozes, não sou mais quem eu deveria ser, sou apenas um fantasma de mim mesmo, você não sabe como é acordar e saber que você não existe, meu nome, meus números, não definem quem eu sou, eu estou perdido entre os destroços da mente conturbada de um garoto de dez anos, assumi seu controle e habito em silêncio, disputando o controle com todos os outros, todos crescem, todos evoluem, todos sentem, eu só consigo sentir que estou ficando mais intenso, não finja entender meu peito, nem nós podemos, estou desesperado e o sono não me atinge, socos e mais socos, a luz se apaga e eu imploro para o barulho parar, eles gritam comigo e eu grito de volta, ei, garoto, pare de falar sozinho, as pessoas normais querem dormir. Não estou mais no meu estado d...
Sou amante nas madrugadas, companheiro durante o dia, mas se eu descer a escada, não corra até a sacada, pássaro livre não se afasta do ninho, pássaro preso canta com tristeza.
Tento decifrar o meu problema, em cada dia que permaneço lúcido, é difícil questionar quando todos te mandam ficar em silêncio, acordar é uma prova mental e dormir é a antecipação do caos, minha mente conturbada, se dilata a cada minuto que respiro, ela grita, implora, dê-me uma dose de morfina, aumente meus remédios, meus olhos ardem e minhas olheiras já dominam o meu rosto, gradativamente vejo apenas um monstro em um espelho qualquer, sinto medo de que esse monstro me agarre como eu o agarrei, não sei quem é mais forte, não sei quem é pior, entre nós dois, pensar nisso me remete a sentimentos inimagináveis, já não posso explicar os meus motivos, eu só não aguento mais e o que eu nem sei mais.