Ainda lembro bem do nosso primeiro contato, foi meio difícil de esquecer, e suas doces e frágeis palavras ainda ecoam impiedosamente em meus ouvidos, “ah como bem por se dizer, de jazidas de amargura, num abraço desesperado e o beijo nunca te dado, tudo era tão perfeito, oh mundo de ilusões, era tudo tão belo.”



Suas mãos deslizavam em meus cabelos como peixes em correntes marítimas, seu corpo me atraia de alguma forma, seu suor, escorrendo pelo seu rosto mostrava seu nervosismo ao me fitar daquela forma, seu coração parecia acelerado, assim como o meu recíproco a ti, seguro-me fortemente em tuas mãos, geladas, já estão, espero pela sentença ou teu perdão, sem coragem para te dar as causas de tudo que havia passado por ali, como tua voz em um eco desesperado implorando meu desejo carnal que em atos já havia partido, ho doce donzela, envenene-me com teu pior veneno, que o beijo da amargura preencha meus desejos, que teu olhar repugnante mas ao mesmo tempo doce, doce como mel, mas tão fútil quando uma lança encravada em meu peito sedento por teu toque, vem, vem e me abrace, com toda força que tiveres em teus frágeis braços, façais de mim teu escravo, façais de mim teu amante, faças de mim, teu amor

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