Depois de sofrerem uma decepção algumas pessoas se jogam em um abismo só seu, em uma tentativa frustrante de se reconstruir perfeitamente, ou até por se dizer, parecerem melhor.



Outros se afundam em vícios, coisas que pra eles tem mais sentidos do que o vazio deixado... Eu não sei bem se me afundei em algo, levo mais como um passa tempo ou um ‘hobby’, diria até que me afundar seria meio que dramatizar tudo acontecido, mas eu optei por palavras, nada melhor para um jovem tímido do que escrever para si mesmo como se fosse para o mundo, meio banal no começo, mas com o passar dos minutos essa ideia foi soando melhor em meus ouvidos, e saindo cada vez mais dos meus lábios para meus dedos, como uma conexão só minha, enfim acho que pude entender sua atitude, só não pude entender o motivo dela, sei que nada é como queremos, e que me tornei opcional com o passar dos dias, bem, pra mim não fazia mais diferença, afinal não importava o quanto eu tentasse, nada seria como eu planejava, sabe, eu sempre pensei em você como uma pessoa diferente, até imaginei nosso primeiro beijo, aquela sensação deixada por você depois de cada abraço, era algo que eu realmente gostava de sentir, até então eu me pegava pensando em você novamente, patético (tsc)... Pensava em como seria viver pelo resto da vida ao teu lado, se seria o resto da vida ou o começo de uma melhor, pensava até em guerras de travesseiro contigo, só nunca pensei em te abandonar, ou mesmo, ser abandonado, são coisas assim que fazem das pessoas diferentes, umas com mais defeitos, outras com mais diferenças, não sei dizer se foi defeito ou diferença sua, pra mim não fazia mal, sempre amei todos os seu lados, apesar de que esse seu último não parece corresponder todo o amor que depositei nele, me pego com as mãos frias novamente, mais uma vez nervoso sem saber como reagir, ainda lembro vagamente do som da sua voz, pena que só lembro de partes ruins nossas, foram tantas boas que fica até difícil gravar todas em uma só “caixa”...





Nesse inverno eu penso se seria bom passar contigo, abraçado talvez, debaixo de uma das minhas cobertas, apenas eu e você sem se importar com nada, ainda me pego pensando nessas idiotices minhas, acho que se eu não me prender nesse meu mundo de fantasias acabarei padecendo desse mundo real cheio de irrealidades.

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