Ele cresceu e fez suas regras, seu cabelo estava tão longo e ele sabia o que fazer, gritou para todas as direções, ele sabia que podia cantar. Mas ei, ele sabia o que fazer, e ei, não espere tanto dele, deixe-o que o surpreenda, suas regras nunca mudariam pois ele não iria crer em regras alheias, ele não tinha fé em um Deus, ele acreditava em sua força e sua vontade de cantar, mas ei, não desacredite, ele correu no meio da chuva usando botas 38, e seu cabelo sempre tão longo, ele vivia em um sonho sem fim de alguém que não dormia, seu rosto já estava com traços do seu sorriso, suas mãos sempre frias e seu corpo sempre quente, ele enxergava na escuridão pois não fechava os olhos, ele não perdia um segundo da sua vida, e ele não contou essa história, ele simplesmente montou em sua moto portando consigo apenas um caderno com suas músicas e uma velha guitarra do ano de 94.
Me vejo envolto pela caça, predador que sou, grito de agonia pelas mordidas, não sinto mais a dor, apenas o desconforto, não sinto mais o ódio, apenas o frio, não sinto mais amor... apenas sinto o tempo passar por mim enquanto vejo minha carne ser destroçada pela caça.
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