Ele cresceu e fez suas regras, seu cabelo estava tão longo e ele sabia o que fazer, gritou para todas as direções, ele sabia que podia cantar. Mas ei, ele sabia o que fazer, e ei, não espere tanto dele, deixe-o que o surpreenda, suas regras nunca mudariam pois ele não iria crer em regras alheias, ele não tinha fé em um Deus, ele acreditava em sua força e sua vontade de cantar, mas ei, não desacredite, ele correu no meio da chuva usando botas 38, e seu cabelo sempre tão longo, ele vivia em um sonho sem fim de alguém que não dormia, seu rosto já estava com traços do seu sorriso, suas mãos sempre frias e seu corpo sempre quente, ele enxergava na escuridão pois não fechava os olhos, ele não perdia um segundo da sua vida, e ele não contou essa história, ele simplesmente montou em sua moto portando consigo apenas um caderno com suas músicas e uma velha guitarra do ano de 94.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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