Ele olhava pro céu e dizia que precisava de uma atitude, vestiu sua melhor roupa, colocou suas botas de couro preto e se sentia pronto pra qualquer coisa, seu cabelo sempre penteado e seu corpo sempre limpo, ele não suava, não sentia frio, muito menos cansaço, ele vivia em um jogo no qual ele chamava de vida, um jogo que para ele já havia perdido a graça, andou pelo fogo e não sentiu seus pés queimarem, não sentiu a dor de perder um amor, ou a alegria de ser um pai, ele não tinha medo do escuro e não se alegrava com presentes, ele não se apaixonou ou magoou alguém em nome do amor, ele simplesmente olhava para as estrelas e dizia que lá é onde ele deve estar.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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