Senta-se em sua mesa, recolhe seus lápis, respira fundo e parte para sua monotonia, ele faz isso todos os dias, em horários diferentes, não importa o que saia, ele nunca se satisfaz, olha para os lados a procura de uma paz, um sinal, um gesto, um nunca mais, é triste vê-lo dessa forma, mas se tento ajudar me sinto mais preso, essa tortura nunca passa despercebida, é sua amiga, sua companheira, sua aliada, se senta em seus ombros e o encara, o encara por horas, dias, nunca foi contado com exatidão o tempo que passam juntos, então ali permanecem, em um estranho pacto maldoso, onde um dá tudo pelo outro, enquanto o outro apenas recebe com desgosto, passam-se meses, anos, mas eles continuam lá, o garoto sem pulso e a jovem a gritar.

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