Ele se sentia só, contava que se sentia lançado em um abismo onde não iria atingir o fim, contou de todas as formas que sentia sempre algo tocar em sua mão, era frio, era escuro, seus olhos sempre fechados pela ânsia da queda, sua respiração ofegante e seus dedos trêmulos, faziam jus ao dançar de seu coração, uma música lenta, não como alguma música de amor, dada a descrição de uma música morta, suas palavras, já não possuíam mais vida, seu olhar triste não pudera mais ser disfarçado pelo seu sorriso desbotado, seu rosto triste e sua expressão flácida e apática, típica de alguém que já desistiu de si próprio, conversar com ele não me assustava, a única coisa que me assustava era saber que o encontro em qualquer espelho.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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