Ele se sentia só, contava que se sentia lançado em um abismo onde não iria atingir o fim, contou de todas as formas que sentia sempre algo tocar em sua mão, era frio, era escuro, seus olhos sempre fechados pela ânsia da queda, sua respiração ofegante e seus dedos trêmulos, faziam jus ao dançar de seu coração, uma música lenta, não como alguma música de amor, dada a descrição de uma música morta, suas palavras, já não possuíam mais vida, seu olhar triste não pudera mais ser disfarçado pelo seu sorriso desbotado, seu rosto triste e sua expressão flácida e apática, típica de alguém que já desistiu de si próprio, conversar com ele não me assustava, a única coisa que me assustava era saber que o encontro em qualquer espelho.


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