A vida nem sempre é, como espera... já é primavera? Ou inverno e verão?
O tempo é inimigo da gente, o tempo deixa menos consciente, diferente, já não sei onde errei.
Por você eu faria de tudo, levaria a cruz do mundo, gritaria até como mudo, faria tudo, mas não sei onde errei.
A gente se encarrega de tudo, brincamos de não ser adultos, corremos pelo viaduto, de tudo... mas não sei onde errei...


Meu bem, por você eu faria, o azul do céu ficar cinza, as estrelas e sua mão, tão perto assim, sem sentido pra mim, mas não sei como errei.
Tentei te escrever uma canção, mas poetas não tem um refrão, agonizei sem o meu coração, e repeti, sempre a mesma frase.
Tentei te pintar uma obra, mas poetas não marcam a história, com pincéis e papeis.

Tenho o meu jeito de tudo, de sorrir e encarar o mundo, sou um garoto astuto, mas na matéria seu nome, eu falhei.
Vou imprimir uma carta, enviar a sua casa, mas não sei se assinei...
Tudo é difícil pra mim, desde andar e brincar no jardim, com as flores e todas as rosas, sem saber onde errei.

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