Acorrentado em um quarto escuro, olhando ao meu redor, não vejo nada além de cadeiras presas ao chão, não sinto mais nada além de uma solidão súbita, eu deveria tentar mais, onde está minha coragem quando precisei dela, correntes são como gaiolas, me sinto como uma ave, minhas asas, cortadas para que eu não voasse, mesmo assim, agonizo em grades estreitas que me sufocam até o momento em que eu me sinto mais completo, completo de um vazio existencial tão grande que é capaz de desfrutar dos mais singelos pensamentos positivos que eu já pude ter, não é tão diferente do quanto achei que poderia ser, por mais que feche meus olhos, eu ainda consigo ver, ainda posso escrever, e sei que meu coração ainda está sendo preenchido por cor, eu sinto isso a cada segundo, sinto mais e mais que algo está mais diferente do que realmente deveria parecer.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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