Perdido entre destroços de seus assombros, o garoto não tinha um nome para se queixar, não era digno de pensamentos positivos, ele não sorria com o nascer do sol, mas ele era diferente de tudo já visto, ele era o pobre garoto do mundo, o garoto não tinha um sorriso, seu rosto não era belo e sua alma era cansada, ele não trazia nada consigo a não ser histórias deprimentes, invejado, por alguns, odiado por outros todos, o garoto seguia pelas ruas da cidade de ninguém, no país do nada, sua mãe, de nada era dito sobre ela, seu pai, um segredo até para ele, sua casa era nada mais do que as vielas e os amontoados de papelão, ele não se queixava de sua passagem pela vida, era um garoto perdido pela cidade de ninguém.
Me vejo envolto pela caça, predador que sou, grito de agonia pelas mordidas, não sinto mais a dor, apenas o desconforto, não sinto mais o ódio, apenas o frio, não sinto mais amor... apenas sinto o tempo passar por mim enquanto vejo minha carne ser destroçada pela caça.
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