Perdido entre destroços de seus assombros, o garoto não tinha um nome para se queixar, não era digno de pensamentos positivos, ele não sorria com o nascer do sol, mas ele era diferente de tudo já visto, ele era o pobre garoto do mundo, o garoto não tinha um sorriso, seu rosto não era belo e sua alma era cansada, ele não trazia nada consigo a não ser histórias deprimentes, invejado, por alguns, odiado por outros todos, o garoto seguia pelas ruas da cidade de ninguém, no país do nada, sua mãe, de nada era dito sobre ela, seu pai, um segredo até para ele, sua casa era nada mais do que as vielas e os amontoados de papelão, ele não se queixava de sua passagem pela vida, era um garoto perdido pela cidade de ninguém.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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