Quase morto pedia em silêncio, aclamava no ouvido de jovem ao relento, tolice bastarda, ferido pela ponta da própria espada, seu sangue ao chão não era apenas vermelho, era cinzento da prata e negro do seu peito, seu ódio transbordava de seus olhos, como a fúria dos céus transborda na chuva, seu cabelo, tão quão longo se ia, esvaia de agonia, quem seria?
Quem seria?
O causador de tanta amargura, trovador do descaso e mecânico do desespero, quem teria a voz que brandiria o planeta inteiro, seria ele nascido em Janeiro, ou teria ele morrido em fevereiro.

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