Afogado em decepções, em um oceano obscuro, nadando contra a barreira imaginária para recuperar o tempo perdido, vagante de eras como quem vaga por sua casa, trilhando caminhos que nem mesmo a natureza fétida seria capaz de guiar, de mãos dadas com o abismo, encarando o passado, na espera do futuro, atropelando o presente, presente aquele, que seria dado de bom grado, ou de todo jeito, não é diferente se colocado no peito, triste e inquieto, um apelo no escuro, uma chama na luz, uma oração para a humanidade, digno ato de um covarde, quem seria o ilustre ser a quem todos recorressem quando a inércia atingisse em cheio, como uma bomba atinge inocentes, como um tubarão mastiga sua presa, como... a razão atinge seu peito, mas não se pode ouvir sua voz, em suma, é gritante, agonizante, aterrorizador, sua dor vívida, da forma mais banal cabível, não se colocada em palavras ou... em atitudes, mas arremessadas ao ar como balões.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
Comentários
Postar um comentário