A dor que você sente, é a mesma que eu sinto, sei pois já a vivi, já sucumbi e já entendi que não existe algo para parar, seu peito aperta e você se sente amarrado com correntes, o tempo não passa e ao mesmo tempo voa como um trovão, as paredes te apertam até você perder o fôlego e janelas viram reles atrativos para um delito, o tempo vira relativo e parece não mais passar, minutos viram horas e você não sabe onde errou, com o tempo fica mais difícil levantar, comer, deitar, interagir vira algo impossível e você se esforça, veste uma máscara e finge não estar acabado, você sente falta de coisas que não quer mais e você sabe que isso não vai passar, você fecha os olhos e repete várias vezes que vai passar e que você vai voltar a sua vida, mas sempre que seus olhos abrem, você é atacado pela realidade infiel e sútil, as pessoas não entendem e tendem a romantizar sua tragédia, a transformando em apenas uma peça, um teatro, onde você não é nada mais do que um reles palhaço que fecha as cortinas do espetáculo...
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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