A dor que você sente, é a mesma que eu sinto, sei pois já a vivi, já sucumbi e já entendi que não existe algo para parar, seu peito aperta e você se sente amarrado com correntes, o tempo não passa e ao mesmo tempo voa como um trovão, as paredes te apertam até você perder o fôlego e janelas viram reles atrativos para um delito, o tempo vira relativo e parece não mais passar, minutos viram horas e você não sabe onde errou, com o tempo fica mais difícil levantar, comer, deitar, interagir vira algo impossível e você se esforça, veste uma máscara e finge não estar acabado, você sente falta de coisas que não quer mais e você sabe que isso não vai passar, você fecha os olhos e repete várias vezes que vai passar e que você vai voltar a sua vida, mas sempre que seus olhos abrem, você é atacado pela realidade infiel e sútil, as pessoas não entendem e tendem a romantizar sua tragédia, a transformando em apenas uma peça, um teatro, onde você não é nada mais do que um reles palhaço que fecha as cortinas do espetáculo...

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