Corro como raposa em chamas, assassino esperanças como Ed Gein, explodindo minha mente como Kurt Cobain, fumaças nos carros e eu não sinto medo, parte de mim nunca sentiu, é perigoso ficar tão próximo de mim, nocivo e corrosivo, é assim que eles me descrevem, o céu está sempre tão vermelho ou são minhas pupilas encharcadas com meu próprio sangue, era a última corrida e eu parei na linha de largada, leve tudo para longe de mim e desapareça na neblina, Deus nunca fez por mim o que a vodka já fez, me afastou de gente tóxico e me aproximou mais do vazio auto preenchido, não explico meu plano, é assim que trapaceio no game. Game over.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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