A madrugada se aproxima, como bandida, não perdoa nem alivia, abraça com seus longos e gélidos pulsos, rodeando meu ser com incertezas, ela é vítima e é vilã, está dentro de mim e de tudo que já fui, ela não me abandona, não me subestima, ela apenas me estima, estima minha presença, minha companhia, madrugada maldita! Não vai embora da minha vida.
Me vejo envolto pela caça, predador que sou, grito de agonia pelas mordidas, não sinto mais a dor, apenas o desconforto, não sinto mais o ódio, apenas o frio, não sinto mais amor... apenas sinto o tempo passar por mim enquanto vejo minha carne ser destroçada pela caça.
Comentários
Postar um comentário