Deitado nessa cama, com expressões delirantes, seu corpo acima do meu, já não sabemos o que é meu ou teu, nossas mãos deslizam sem pudor, desmascarando toda a dor, embriagado em suas curvas, derrapo em suas descidas, afogo-me em teus rios, suamos sem cansar, não entre em minha mente como entro em seu corpo, me prometa valer a pena quando a luz acender, não vamos dormir sem sorrir, é difícil de mais para mim, em minhas veias, queimas como droga, estou tão cansado de fugir, o caminho não é o que escolhi mas se você estiver, eu irei até o fim, me prometa valer a pena quando levantarmos nos dias seguintes, que não nos perguntaremos o que aconteceu, mas o que vai acontecer, me faça voar.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
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