Deitado nessa cama, com expressões delirantes, seu corpo acima do meu, já não sabemos o que é meu ou teu, nossas mãos deslizam sem pudor, desmascarando toda a dor, embriagado em suas curvas, derrapo em suas descidas, afogo-me em teus rios, suamos sem cansar, não entre em minha mente como entro em seu corpo, me prometa valer a pena quando a luz acender, não vamos dormir sem sorrir, é difícil de mais para mim, em minhas veias, queimas como droga, estou tão cansado de fugir, o caminho não é o que escolhi mas se você estiver, eu irei até o fim, me prometa valer a pena quando levantarmos nos dias seguintes, que não nos perguntaremos o que aconteceu, mas o que vai acontecer, me faça voar.
Me vejo envolto pela caça, predador que sou, grito de agonia pelas mordidas, não sinto mais a dor, apenas o desconforto, não sinto mais o ódio, apenas o frio, não sinto mais amor... apenas sinto o tempo passar por mim enquanto vejo minha carne ser destroçada pela caça.
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