Todas as noites eu imploro silenciosamente, para não ficar sozinho, é inútil suplicar pela sua realidade já afetada pela solitude, apagado e destrinchado, me sentindo cada vez mais desolado, não sei qual caminho é opaco ou se sequer estou seguindo um pensamento vago, um pensamento atinge minha mente, me sinto tampouco menos incoerente, lâminas remédios ou acidez, talvez um de cada vez, apague minha dor de uma vez.
Me vejo envolto pela caça, predador que sou, grito de agonia pelas mordidas, não sinto mais a dor, apenas o desconforto, não sinto mais o ódio, apenas o frio, não sinto mais amor... apenas sinto o tempo passar por mim enquanto vejo minha carne ser destroçada pela caça.
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