Essa é minha carta de despedida.
Despeço-me dos pensamentos bons, abraçando todos os obscuros.

Dando adeus, ao sorriso de canto, do qual tomava conta de meu rosto.
Desapegando-me lentamente da batalha que travei por anos.
Entregando-me aos inimigos, eu peço misericórdia, não por clemência, pois já não vejo eficiência, grito por um fim da dor, um fim de começos insuportáveis, e pelo intermédio do pensar, em momentos amargos, desejo apenas ser só mais um descaso, uma estatística jogada ao vaso, mais um corpo meio raso, boiando no mar do fracasso.

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