Não posso ser como as pessoas de plástico em um mundo de mármore, as pessoas amam e se desapontam, mas eu só consigo me desapontar, não sinto o frescor da grama, mas sinto o arder da era, no silêncio olho seus olhos, eles me dizem que a verdade é apenas uma grande mentira, e que na mentira, dizemos nossas verdades, você me disse para não abrir as portas da razão, mas elas estão escancaradas e eu sinto frio todas as noites, perdendo-me cada vez mais, te peço para me aquecer e eu sou, o homem de areia no castelo de barro, me fincando cada vez mais na terra suja em que posso andar, e eu não posso deixar de ser o que as trevas esperam, pois elas são as únicas coisas que me aceitam como sou.
Você me pede para crer no seu Deus, mas eu já olhei sua face e ele me contou todas as suas verdades, e eu sei que verdades são meias mentiras e isso me fez odiá-lo, e eu sei que estou em um lado perigoso da moeda, mas eu não posso ir até você, não de novo, pois sou um homem de areia em um castelo de barro, carregando-me de sonhos impossíveis, vejo minha luz apagar, e eu já não temo o escuro, eu o abraço e sinto-me menos sozinho, então, me conte sua melhor mentira, para que eu possa me decepcionar novamente...

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