O homem de areia, na terra em que habito.
Ele não tinha um lado, e não podia querer ter, ele não era romântico, nem dizia palavras bonitas, ele não a levava para longos passeios noturnos, pois suas noites eram cobertas de dor e mágoas, ele não era capaz de decifrar amores, pois estava ocupado juntando seus cacos, ele odiava o sol, mas temia ainda mais a noite, e isso o deixava cada vez mais insano, ele não era um sonhador, mas tinha todos os sonhos do mundo, ele sentia frio, e se petrificava, conforme perdia seu toque, e ele caminhava durante o luar, mascarando seu rosto com sua expressão apática, o homem de areia trilhava seu percurso pelo seu gigantesco castelo, mesmo que as trevas caíssem, ele não as temia mais do que as suas próprias trevas, e isso foi se tornando um fardo pesado de mais para carregar sozinho, mas ele tinha você, alguém que sobreviveu ao lado dele, alguém que trilhava o mesmo percurso, sem perder sua própria luz, por muito tempo, essa luz fez com que o homem de areia sentisse que poderia ser mais do que ele era, mais do que ele queria ser, mais do que qualquer um poderia ter, mas ele não tinha um lado, e não podia querer ter, ele também não era romântico, e não sabia proferir palavras bonitas, tudo que pôde fazer, fora, desfazer-se em poeira, e torcer, para que seus cacos se juntassem antes de desaparecerem para sempre.
Ele não tinha um lado, e não podia querer ter, ele não era romântico, nem dizia palavras bonitas, ele não a levava para longos passeios noturnos, pois suas noites eram cobertas de dor e mágoas, ele não era capaz de decifrar amores, pois estava ocupado juntando seus cacos, ele odiava o sol, mas temia ainda mais a noite, e isso o deixava cada vez mais insano, ele não era um sonhador, mas tinha todos os sonhos do mundo, ele sentia frio, e se petrificava, conforme perdia seu toque, e ele caminhava durante o luar, mascarando seu rosto com sua expressão apática, o homem de areia trilhava seu percurso pelo seu gigantesco castelo, mesmo que as trevas caíssem, ele não as temia mais do que as suas próprias trevas, e isso foi se tornando um fardo pesado de mais para carregar sozinho, mas ele tinha você, alguém que sobreviveu ao lado dele, alguém que trilhava o mesmo percurso, sem perder sua própria luz, por muito tempo, essa luz fez com que o homem de areia sentisse que poderia ser mais do que ele era, mais do que ele queria ser, mais do que qualquer um poderia ter, mas ele não tinha um lado, e não podia querer ter, ele também não era romântico, e não sabia proferir palavras bonitas, tudo que pôde fazer, fora, desfazer-se em poeira, e torcer, para que seus cacos se juntassem antes de desaparecerem para sempre.
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