Eles me pedem para escrever quando estou triste, mas meus pulsos já não aguentam os botões do teclado, apenas vinte e um e eu já me sinto tão só para me importar, não quero que olhe para mim ou tente entender meu jeito, amigos não existem, e solidão é tudo que te sobra depois do primeiro beijo, mas quem liga para o que você sente, se amigos não existem, e quando chegar no meu fim, meu trem parará no terminal ou irá descarrilhar? E eu estou triste, em saber que isso é tudo que existe.
Fica tão difícil te esquecer, quando tudo me lembrar você. Caminhar na noite nunca foi tão solitário, sem você ao meu lado, não é como um vício, uma droga um carinho, era como uma obsessão, o toque de sua mão, me acalmava, eu era um leão na solidão, rugia com seu afago e me silenciava com sua distância, o tempo não nos foi justo, a vida também não, uma série de coisas nos aconteceram, não tivemos controle algum sobre elas, apenas boiamos em um oceano e deixamos as ondas nos lançarem na areia, embora, a vida nos prega peças, não seria diferente com tudo isso, não fomos jogados juntos na areia, mas fomos afogados o mais distante possível, não distante da beira, ou de qualquer outra coisa, mas distante de nós, estávamos longe um do outro e ainda estamos, mandei cartas ao vento, cartas que você jamais lerá, agora, começo uma nova história, um livro já fora queimado, noites já forma perdidas, o seu cheiro não vaga pela minha mente, seus cabelos não deslizam em minhas mãos, seu vazio não com...
Comentários
Postar um comentário