Minhas paranoias me completam, e delas repleto confesso e aperto, me apego cada vez mais ao desafeto, com ódio me concreto, levo ao peito o que já não tem encanto, sequer possuímos um lugar fixo em algum canto, no canto dos seus olhos eu já não tenho morada e no canto do seus lábios eu já me sinto na retaguarda, vivendo no canto de sua sombra eu fraquejei, gaguejei, não que eu pudesse falar, minha voz entoa pelo eco da sua sala e eu te peço para não me acordar, outra vez, te vejo em outros braços e me pego aos prantos, mas nos meus você já não vê tanto encanto, atrativo algum eu te ofereço, apenas mais uma noite de insônia e uma dose barata do meus beijos, ilusão, é tudo que tenho em meu coração, quebrado e corrompido já não me vejo tocar em seu vestido, se sua pele me repudia eu apenas me afasto para poder te ver sorrir mais um dia, de promessas vazias fizemos nossas mentes, de momentos esquecíveis formamos um laço, em um sonho de um pesadelo isso distorce tudo aquilo que te dei.
Me vejo envolto pela caça, predador que sou, grito de agonia pelas mordidas, não sinto mais a dor, apenas o desconforto, não sinto mais o ódio, apenas o frio, não sinto mais amor... apenas sinto o tempo passar por mim enquanto vejo minha carne ser destroçada pela caça.
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