Eu sinto a dor em minhas pernas, e enfraquecido me apoio nelas, frustrado e cansado não sei onde vou, nem sequer sei se devo continuar, é pesado e intenso e não vivo esse momento, parado no tempo observo atento, novamente, perdido em meus pensamentos, um turbilhão de água fria jogada acima de mim, respinga em minha face e eu já não sei o que sentir, não sinta culpa, deixe-a para mim, você tentou, eu sei que tentou, e eu agradeço por ter tentado, mas no seu lugar, eu teria desistido no começo, era um erro, você não viu, sou um poço de defeitos, desajustado desse jeito, seguindo um único conceito não sei o que espera de mim, assim eu trilho o caminho mais próximo do fim, é.
Como um trem, em alta velocidade, mentalizo-o em minha direção, mas você, você insiste em segurar minha mão, talvez enxergue a razão, e jamais a emoção, porque se a enxergasse, veria que ainda é em vão, me tire dos trilhos, me tire de casa, me tire da vida, e é assim que acaba, sinto muito por você ter que ouvir isso de mim, entendo que foi difícil e que talvez não supere, mas se puder me perdoar, espero que isso não te pese.
E como flocos de neve, derreto em suas mãos, quentes, estão, não me segure com tanta força, não sei o que espera de mim, moça, não enxergas o fracasso? Não enxergas quem realmente sou? Essa brincadeira não tem mais graça, mas ainda te ouço dar risadas, isso dói e me corta, é um tormento infinito, não posso lutar contra o monstro e o abismo do qual me sinto, somos um só, minha escuridão e eu, quem dera não fosse só eu, demônios em minha mente me impedem de voltar, e atrás não encontro caminho, não consigo seguir tua luz, por mais que ela me seduz.
É, eu assumo o risco, assumo o perigo, perseguir seu fantasma foi meu maior castigo, mas como eu iria prever, que me destruiria tanto, tentando alcançar você, de páginas rasgadas me vejo em meu tormento, olhando para os lados, perco a noção do tempo, novamente em um lamento, escrevo em solidão, na infinita espera de que não seja em vão, e mesmo com tudo dizendo isso, tento acreditar de que é só mais uma das minhas crises.
Mate-me ou ame-me, deixe-me ou guie-me, mas não salve-me, porque deste me, já não faz parte de mim.
Como um trem, em alta velocidade, mentalizo-o em minha direção, mas você, você insiste em segurar minha mão, talvez enxergue a razão, e jamais a emoção, porque se a enxergasse, veria que ainda é em vão, me tire dos trilhos, me tire de casa, me tire da vida, e é assim que acaba, sinto muito por você ter que ouvir isso de mim, entendo que foi difícil e que talvez não supere, mas se puder me perdoar, espero que isso não te pese.
E como flocos de neve, derreto em suas mãos, quentes, estão, não me segure com tanta força, não sei o que espera de mim, moça, não enxergas o fracasso? Não enxergas quem realmente sou? Essa brincadeira não tem mais graça, mas ainda te ouço dar risadas, isso dói e me corta, é um tormento infinito, não posso lutar contra o monstro e o abismo do qual me sinto, somos um só, minha escuridão e eu, quem dera não fosse só eu, demônios em minha mente me impedem de voltar, e atrás não encontro caminho, não consigo seguir tua luz, por mais que ela me seduz.
É, eu assumo o risco, assumo o perigo, perseguir seu fantasma foi meu maior castigo, mas como eu iria prever, que me destruiria tanto, tentando alcançar você, de páginas rasgadas me vejo em meu tormento, olhando para os lados, perco a noção do tempo, novamente em um lamento, escrevo em solidão, na infinita espera de que não seja em vão, e mesmo com tudo dizendo isso, tento acreditar de que é só mais uma das minhas crises.
Mate-me ou ame-me, deixe-me ou guie-me, mas não salve-me, porque deste me, já não faz parte de mim.
Comentários
Postar um comentário