Sinto-me como um pássaro.
Não há piada, não há entrave, eu realmente, me sinto como tal ave.

Sejamos mais diretos, sinto-me como um pássaro.
Um pássaro fora do ninho, um pássaro preso em uma gaiola, em uma jaula de gravetos.
Sinto-me como um pássaro, afastado do que preciso para poder cantar de alegria.
De dentro da gaiola, eles sussurram-me os ouvidos.

Cante cante passarinho, com tua bela voz, cante cante passarinho.

Mas... que música tenho eu, para dar-lhes, de infelicidade? De amargura? Passarinho preso fora do ninho, canta de sofrimento e de dor.

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